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Ressonância com sedação: quando o exame exige mais que ficar parado

Por Ede Notícias · · 4 min de leitura
Ressonância com sedação: quando o exame exige mais que ficar parado
Ressonância com sedação: quando o exame exige mais que ficar parado

Entrar no aparelho é apenas uma etapa do exame de ressonância magnética. A parte mais difícil para alguns pacientes começa quando é necessário ficar deitado, praticamente sem se mover, enquanto o equipamento captura imagens em diferentes sequências.

O tempo de duração varia conforme a região examinada e o protocolo utilizado. Alguns exames levam de 20 a 30 minutos, enquanto outros podem demandar mais tempo. Durante esse período, qualquer movimento pode prejudicar as imagens e exigir que as sequências sejam refeitas.

Recém-nascidos, crianças pequenas, pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e pacientes com claustrofobia ou ansiedade intensa nem sempre conseguem permanecer imóveis dentro do equipamento. Nesses casos, a sedação pode ser considerada após avaliação individual.

Em Campo Grande, o Hospital Proncor realiza ressonância magnética com sedação e acompanhamento de equipe de anestesiologia, conforme informações do próprio serviço.

Quando ficar parado vira a parte mais difícil

A ressonância não utiliza radiação ionizante, mas exige que o paciente permaneça dentro do equipamento enquanto as imagens são adquiridas. O Hospital Proncor informa que mantém recursos de conforto visual, auditivo e comunicação com a equipe para pacientes que sentem desconforto ou claustrofobia durante o procedimento.

Com crianças pequenas, a dificuldade é perceptível. Mesmo entendendo a orientação, nem todas conseguem permanecer imóveis pelo tempo necessário. Movimento no momento da aquisição pode comprometer aquela sequência e obrigar a equipe a refazê-la.

Para algumas pessoas com TEA, há ainda questões relacionadas à adaptação ao ambiente, aos sons e à necessidade de permanecer em uma mesma posição. A reação varia de pessoa para pessoa, por isso a avaliação precisa ser individual.

O Censo 2022 foi o primeiro censo brasileiro a investigar o diagnóstico de transtorno do espectro autista. O IBGE identificou 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com TEA no País, equivalentes a 1,2% da população. Em Mato Grosso do Sul, são 29.088 pessoas, cerca de 1,1% da população estadual, conforme dados do Censo organizados pelo Observatório da Cidadania de Mato Grosso do Sul, da UFMS.

E quando o problema é o tubo?

Para quem sente desconforto em elevador cheio, lugar sem janela ou espaço apertado, a sensação pode aparecer assim que o exame começa. A pessoa deita, a maca desliza para dentro do aparelho e o teto fica a poucos centímetros do rosto. Vem o barulho forte, a orientação para não se mexer e a percepção de que ainda será preciso ficar ali por alguns minutos.

Alguns pacientes sentem o coração acelerar, começam a suar, respiram mais rápido e só conseguem pensar em sair dali. Mesmo sabendo que estão sendo acompanhados pela equipe, apertam a campainha e pedem para interromper o exame. Na prática, nem todo exame agendado termina com imagens suficientes para produzir o resultado esperado.

Quando a sedação entra

A sedação não é uma etapa automática da ressonância. Ela é considerada quando as condições do paciente tornam difícil ou inviável permanecer imóvel durante o procedimento e depende de avaliação clínica.

No Hospital Proncor, os exames realizados com sedação são acompanhados por anestesiologista, com acesso venoso, monitorização durante o procedimento e período de recuperação após o término, antes da liberação do paciente.

Quando o paciente não consegue permanecer imóvel pelo tempo necessário, a qualidade das imagens pode ser comprometida e algumas sequências precisam ser repetidas. Em situações como crianças pequenas, pessoas com autismo, claustrofobia ou ansiedade intensa, a sedação pode ajudar a realizar o exame com mais tranquilidade e segurança. A indicação é sempre individual e depende de avaliação antes do procedimento.

A decisão não deve partir apenas do medo de realizar o exame. Histórico clínico, idade, condições de saúde, tipo de ressonância e capacidade de colaborar durante o procedimento são fatores considerados nessa avaliação.

Há pacientes que conseguem realizar a ressonância sem sedação após orientação e preparo adequados. Outros precisam de uma estratégia diferente para que o exame possa ser concluído com segurança e qualidade.

Estrutura hospitalar faz diferença nesses casos

O Centro de Diagnósticos do Proncor reúne no mesmo serviço ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, radiologia intervencionista e raio-X. O hospital também mantém estrutura de pronto-socorro 24 horas e UTI.

Para um exame que envolve sedação, estar dentro de uma estrutura hospitalar acrescenta retaguarda assistencial caso seja necessária alguma intervenção durante o atendimento.

Isso não elimina a avaliação prévia nem transforma sedação em indicação para todos. A proposta é identificar quem realmente precisa dela para conseguir realizar o exame com segurança e obter imagens adequadas.

Serviço – O Hospital Proncor realiza ressonância magnética em Campo Grande. A central de atendimento informada pelo hospital é o 3003-3230. O telefone também consta no site oficial da instituição.

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