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Nelsinho cogita Marun e Moka para suplência ao Senado

Por Ede Notícias · · 3 min de leitura
Nelsinho cogita Marun e Moka para suplência ao Senado
Nelsinho cogita Marun e Moka para suplência ao Senado

O senador Nelsinho Trad (PSD) ainda não definiu os nomes que vão compor sua chapa na primeira e segunda suplências para a disputa ao Senado. A uma semana do fim do período de convenções partidárias, os cotados são o ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo do Brasil, Carlos Marun (MDB), e o ex-senador Waldemir Moka (MDB).

"É a última mexida. Tem que ter muita calma, conciliar capital político, área de representatividade, regionalidade", disse Nelsinho ao Campo Grande News na manhã desta quarta-feira (29). O senador comparou a definição dos suplentes com o momento de entrada de padrinhos em um casamento. "Quando já está na fila para entrar e coloca o cravo no paletó, é a última peça do traje do padrinho. Os suplentes são como o cravo", afirmou.

Segundo ele, os nomes das lideranças do MDB surgiram como opção depois que o partido declarou apoio à sua candidatura como segundo voto para o Senado. "O MDB decidiu que vai me apoiar. Está no radar não só o nome do Marun, mas o Moka também é um nome aventado pela sua atuação no agro", disse Nelsinho.

O fechamento da chapa enfrenta um entrave jurídico. O MDB fechou apoio à reeleição do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), e vai entrar na coligação com a federação UP (União Brasil e PP), PL, PSDB e Republicanos. O grupo já tem dois pré-candidatos ao Senado: o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e o ex-deputado estadual Renan Contar, o Capitão Contar (PL).

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não são permitidas "coligações cruzadas". Se um partido se coligou com outro para governador, deve seguir essa mesma aliança para o Senado ou lançar candidatura própria isolada. O entendimento é resultado do julgamento de uma consulta pública de 2022. A Corte, por unanimidade, entendeu que há obrigatoriedade de que os partidos coligados na chapa de governo tenham o mesmo candidato na chapa majoritária para o Senado.

A discussão voltou ao TSE no final do ano passado, com uma nova consulta pública apresentada pela Executiva Nacional do Republicanos. O partido questiona o fato de que, neste ano, a disputa pelo Senado será por duas cadeiras em cada estado. A análise foi distribuída em novembro e será analisada pela ministra Estela Aranha. A expectativa é que uma nova decisão saia nos próximos dias.

À reportagem, Marun reforçou que o MDB é simpático à ideia de apoiar Nelsinho na corrida pelo Senado. "Neste sentido, o partido poderia indicar os suplentes e meu nome foi cogitado. Isto muito me honra. Todavia, existem entraves legais para que o partido se coligue formalmente com Nelsinho para o Senado, haja vista que se coligará com Riedel, que já tem dois candidatos a senador", disse. O ex-ministro afirmou que está em Brasília para acompanhar o resultado das consultas ao TSE.

Bancada federal de MS pode ter renovação

Outro tema em discussão em Mato Grosso do Sul é a possibilidade de renovação da bancada federal. Dados recentes indicam que 80% dos deputados federais do estado devem tentar a reeleição neste ano. A movimentação dos partidos e a definição das candidaturas devem ocorrer até o fim do período de convenções partidárias.

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