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Justiça nega paralisação de obras de viaduto férreo da Arauco

Por Ede Notícias · · 2 min de leitura
Justiça nega paralisação de obras de viaduto férreo da Arauco
Imagem da Way- 112 mostrando o risco ao transito no local. (Foto: Reprodução)

A Justiça de Mato Grosso do Sul negou, por duas vezes, os pedidos da concessionária Way 112 para paralisar as obras de construção de um viaduto férreo da Arauco Brasil Celulose na rodovia MS 112. A empresa pedia a reintegração de posse e a paralisação imediata dos serviços. As decisões ocorreram em uma disputa judicial sobre o uso de áreas laterais da pista de rolamento em Inocência, a 331 km de Campo Grande.

No primeiro pedido, apresentado à comarca de Inocência, a concessionária solicitou o embargo das obras. A empresa argumentou que as intervenções ocorrem em faixa de domínio sob sua administração. A Way 112 alegou que a empresa de celulose iniciou a instalação de estacas sem autorização da Agems (Agência de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul) e sem assinar o contrato de permissão de uso da área.

A concessionária sustentou ainda que a movimentação de operários e máquinas de grande porte no local oferece riscos aos motoristas. A empresa informou que tentou embargar os trabalhos administrativamente, mas não conseguiu a paralisação por parte da empreiteira contratada.

O juiz Edimilson Barbosa Ávila, em substituição na Vara Única de Inocência, indeferiu o pedido de medida urgente. O magistrado decidiu que a avaliação sobre a interrupção dos serviços deve ocorrer após a manifestação da Arauco e o recebimento de informações da agência reguladora estadual.

Com a resposta negativa, a concessionária recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. No recurso, a empresa reiterou que a continuidade das obras consolida a ocupação irregular de área pública e compromete a segurança viária. O desembargador Alexandre Branco Pucci, relator no Tribunal de Justiça, também indeferiu o pedido liminar para paralisar as obras. O magistrado adotou os fundamentos da primeira decisão.

O conflito teve início em abril deste ano, quando representantes da engenharia da Arauco comunicaram a intenção de iniciar a perfuração de estacas. A concessionária respondeu formalmente que não concordava com o início dos serviços devido à falta de trâmites administrativos.

A Way 112 cobra da Arauco o pagamento de taxas de análise de projetos e valores mensais pela ocupação do solo às margens da MS 112. A empresa de celulose discordou tecnicamente dos valores, gerando o impasse financeiro que antecedeu a ação judicial.

Com as negativas da Justiça, o processo segue com as manifestações das partes. A Arauco e a agência de regulação estadual serão notificadas para apresentar defesas e esclarecimentos formais. O viaduto integra as obras de infraestrutura logística da fábrica de celulose em implantação na região leste do Estado. A ligação férrea conectará o complexo industrial à malha ferroviária federal para o escoamento de mercadorias. A reportagem procurou a assessoria de imprensa das empresas e aguarda retorno.

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