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Campo Grande sedia fórum internacional da Rota Bioceânica

Por Ede Notícias · · 3 min de leitura
Campo Grande sedia fórum internacional da Rota Bioceânica
Campo Grande sedia fórum internacional da Rota Bioceânica

Campo Grande vai sediar, nos dias 4 e 5 de setembro, o 2º Fórum Sul-Americano de Integração da Rota Bioceânica. O evento deve reunir empresários, investidores, representantes de governos, instituições internacionais e especialistas. O objetivo é discutir o futuro do corredor logístico que liga a América do Sul à Ásia. A ideia é consolidar a capital sul-mato-grossense como um centro de debates sobre integração continental e atração de investimentos.

O fórum é considerado o maior encontro empresarial voltado à integração da América do Sul. A programação terá painéis temáticos, rodadas de negócios nacionais e internacionais, exposição de empresas e espaços para conexão entre os participantes. Também haverá apresentação de produtos, serviços e soluções nas áreas de logística, infraestrutura, inovação, comércio exterior e desenvolvimento sustentável.

O evento é promovido pela Prefeitura de Campo Grande. A proposta é criar um ambiente para gerar negócios e fortalecer as relações comerciais entre os países ligados pela Rota Bioceânica. Além dos debates, o encontro terá rodadas de negócios e oportunidades de contato direto entre empresas e mercados do Brasil e do exterior.

O que é a Rota Bioceânica

A Rota Bioceânica, também chamada de RILA (Rota de Integração Latino-Americana) ou Corredor Rodoviário de Capricórnio, é uma infraestrutura de mais de 2,4 mil quilômetros. Ela conecta os oceanos Atlântico e Pacífico por rodovias que passam pelo Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

No Brasil, a porta de entrada do corredor é Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul. A expectativa dos quatro países é que a nova ligação reduza em até 30% os custos logísticos e em até 15 dias o tempo de transporte de mercadorias para o mercado asiático. A comparação é feita com rotas tradicionais, como a passagem pelo Canal do Panamá. A rota também deve ampliar a competitividade das exportações brasileiras e facilitar a importação de produtos da Ásia.

Obras em andamento

Enquanto os debates ocorrem em Campo Grande, as obras do corredor seguem. A Ponte da Bioceânica, que vai ligar Porto Murtinho a Carmelo Peralta, no Paraguai, está na fase final de construção. A conclusão está prevista para setembro deste ano. A estrutura é vista como uma das mais importantes para consolidar a ligação rodoviária entre os países.

Outro avanço acontece no Chaco paraguaio. Já começou a aplicação da base asfáltica do terceiro trecho da rodovia PY15, entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, na fronteira com a Argentina. Esse segmento tem 224 quilômetros de extensão e é o último trecho sem pavimentação em território paraguaio.

Geração de negócios

Mais do que um espaço para debates, o fórum foi criado para aproximar empresas, investidores e governos interessados nas oportunidades da integração continental. A programação inclui painéis com lideranças, rodadas de negócios, apresentação de produtos e serviços, estandes empresariais e networking.

Segundo a organização, empresas que se posicionarem agora estarão mais preparadas para aproveitar as mudanças econômicas trazidas pela Rota Bioceânica. O projeto é considerado um dos mais importantes de integração logística da América do Sul e um dos principais vetores de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul nos próximos anos.

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