Anvisa proíbe 36 suplementos e medicamentos irregulares

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda, a distribuição e o uso de suplementos como cartilagem de tubarão, aloe vera, ginkgo biloba e berberina, além de medicamentos e oxigênio medicinal. A medida foi publicada nesta quinta-feira (2) e atinge produtos de cinco empresas. A agência identificou itens sem registro, problemas de qualidade e fabricantes sem autorização para produzir medicamentos.
Entre os produtos vetados estão 36 suplementos da linha Greenora, que incluem Cartilagem de Tubarão, Ginkgo Biloba, Berberina, Isoflavona e Passiflora Incarnata. Segundo a Anvisa, esses itens eram vendidos como medicamentos, mas não possuíam registro. A fabricante Segredos da Terra Cristais Ltda. não tinha autorização para produzi-los.
O suplemento Aloe Vera Max também foi proibido, junto com outros 36 extratos concentrados das linhas Bios 7 e SupraErvas. A agência informou que os produtos eram comercializados sem registro, notificação ou cadastro. A fabricante Supra Ervas Bebidas e Alimentos Ltda. não possuía autorização para fabricar medicamentos.
A resolução proibiu ainda a comercialização, fabricação, importação, propaganda e uso de seis produtos vendidos pela Primenutri Comércio Virtual Ltda. Entre eles estão Lipodrene, Ostarine, Cardarine e SLU-PP-332. Conforme a Anvisa, os itens não tinham registro sanitário e eram produzidos por fabricante desconhecido.
Além dos suplementos, a agência suspendeu quatro lotes do medicamento Cloridrato de Dobutamina 12,5 mg/mL, fabricado pela Hypofarma – Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda. A fiscalização encontrou partículas em suspensão, cristalização e alteração de cor nas ampolas, mesmo quando estavam íntegras ou após a diluição.
Outra medida determina o recolhimento de todos os lotes de oxigênio medicinal envasados até 11 de junho de 2026 pela IBG Cryo Indústria de Gases Ltda. Segundo a Anvisa, a empresa realizava o envase sem licenciamento sanitário e antes da validação dos processos de fabricação.
A resolução também alterou a restrição imposta à Mayben Pharmaceutical Ltda. A empresa voltou a operar após cumprir as exigências da Vigilância Sanitária Municipal de Araraquara (SP). No entanto, continuam proibidos os suplementos Aqualev, Calcioben e Calcioben D, além dos produtos Lactben e Lactulose Nativida fabricados até 21 de junho de 2026.
Durante inspeção realizada em maio, a Anvisa encontrou falhas na estrutura da fábrica da Mayben, nas condições de higiene, no controle de temperatura e umidade. Também foram identificados equipamentos danificados, matérias-primas vencidas ou deterioradas e embalagens inadequadas para alimentos. Os produtos fabricados antes da regularização permanecem sob restrição.


